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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PIERRE BERNET
( CUBA )

 

Pierre Bernet Ferrand nasceu em Guantánamo, Cuba, em 1950, e atualmente reside em Havana. Poeta e pintor, formou-se pela Universidade de Havana em 1978.
É membro da União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC), membro fundador do Comitê Organizador do Festival Internacional de Poesia de Havana e da Rede Mundial de Escritores em Espanhol (Remes).
Publicou sete coletâneas de poesia em Cuba, Argentina, México e Espanha, e colaborou em mais de 20 antologias e revistas em Cuba, Argentina, Canadá, Itália, Eslovênia, Peru e Espanha, entre outros.
Seus poemas foram traduzidos para árabe, catalão, esloveno, francês, inglês, italiano e croata.
Como pintor, participou de quase 80 exposições internacionais. Suas obras integram acervos de museus, instituições culturais e privadas.
É o coordenador do evento “Leituras Compartilhadas” na Feira Internacional do Livro de Havana, bem como do “Círculo Literário do Sul”, que se reúne na primeira sexta-feira de cada mês.
 

"Espejos de la palabra / Espelhos da palavra 3" é uma antologia poética bilingue (espanhol/português) organizada por Roberto Bianchi e publicada pela aBrace Editora em Montevidéu, 2013. O livro reúne versos de diversos poetas brasileiros e latino-americanos, focando na intercâmbio cultural e na tradução literária, com 118 páginas e ISBN 978-9974-673-47-2.

TEXTO EM PORTUGUÊS

 

ODA PELA GERAÇÃO SANDUÍCHE

I
Desculpem a ausência nessas linhas
— atenção não digo versos —
da beleza que contém as metáforas
inadequadas para as circunstâncias
pois, não acompanham as vivências
que aspiro guardar nestas páginas.
Represento uma geração antiga
que amou os Beatles
ao Silvio de Oxalá
ao Serrat de Machado e Miguel Hernandez
e perseguia os livros de Roque Benedetti Javier.
Nossa juventude foi marcada pelo caqui
o brim, as botas russas, as bolsas
os trabalhos voluntários nos campos    fábricas
e alguns trocadilhos caseiros
a imagem do stalinismo duro.
Fomos testemunhas e apoiamos ofensivas
sem medir as graves consequências
que trouxeram para a sobremesa.
Naqueles anos, compartilhamos o pensamento
romântico de nossos pais      irmãos mais velhos
e em dias de sol ou de chuva
noites com ou sem estrelas
acompanhávamos os indispensáveis esforços
pela construção do futuro
que pediam as arengas oficiais
com as quais contrastavam nossas profanas madeixas.
As barbas e bigodes sem retocar
nos classificavam de extravagantes
inadequados para uma ideologia de tempos
marcados por um acordo às cegas.
Nossos discursos hiperbólicos
ou muito apaixonados
quando nos defendíamos
ferindo os ouvidos pudicos
dos então líderes entusiastas
vários dos quais desde muito     ou pouco
não nos acompanham por diferentes razões.
Resta-nos      somos isso sim
algo mais do que árvores de uma florada antiga
para sorte e constância daqueles
continuamos como se fosse o princípio.

II

Julgam-nos mau
certo punhado de novíssimos
pouco conhecedores
ou que apenas se comovem
por tão próximas epopéias.
Estranhos      olhos cegos
fura-greves em seu jargão
sem perceber que nada foi como pensam.

Também fomos jovens contestadores
somente brigávamos em desvantagem
e por mais que não entenda    malquerença
nossos filhos e dos amigos
nossos sobrinhos e dos amigos
nossos netos e dos amigos
continuarão tendo em seus registros
e nas profundezas de suas almas
algumas cicatrizes que ninguém descobre
porque não aparecem à flor da pele
mas como procissão por dentro.
Cuidado
ainda que muitos nos censurem
graças a nós
não as arrastam como mal congênito.


TEXTO EN ESPAÑOL

ODA POR LA GENERACIÓN SADWICH

I
Disculpen, la ausencia en esta líneas
atención no digo versos
­-
del la belleza que entrãnan las metáforas
inadecuadas para las circunstancias
pues no acompañan la vivencias
que aspiro a guardar en estas páginas.
Represento a una generación ya antigua
que amó a los Beatles
al Silvio de Ojalá
al Serrat de Machado y Miguel Hernández
y perseguía los libros de Roque  Benedetti  Javier
Nuestra juventud fue marcada por el caqui
la mezclilla     las velas rusas   las becas
los trabajos voluntarios en los campos   fábricas
y ciertos retruécanos caseros
a imagen del stalinismo duro.
Fuimos testigos y apoyamos ofensivas
sin medir las graves consecuencias
que trajeron a la postre.
Por esos años compartíamos la mentalidad
romántica de nuestros padres
hermanos mayores
y en días de sol o lluvia
noches con o sin estrellas
acompañábamos los apremiantes empeños
por la construcción del futuro
que pedían las arengas oficiales
con las cuales contrastaban nuestras sacrílegas melenas.
Las barbas y bigotes sin retocar
nos tachaban de extravagantes
no aptos para una ideología de tiempos
signados por el asentimiento a ciegas.
Nuestros discursos hiperbólicos
o demasiado apasionados
cuando nos defendíamos
estropeaban los púdicos oídos
de entonces muy entusiastas dirigentes
varios de los cuales desde mucho    o poco
no nos acompañan por razones muy diversas.
Nos queda    somos eso sí
algo más que árboles de una pasada floración
para suerte y constancia de quienes
continuamos tal si fuera el principio.

II
Nos mal juzgan
cierto atado de novísimos
poco conocedores
o que apenas se conmueven
por entonces tan cercanas epopeyas.
Bichos raros     ojos ciegos
carneros somos en sus jergas
sin percatarse de que nada fue como suponen.
También muchachos fuimos contestarios
solo lidiábanos en desventaja
por mucho que no entiendan      nos malquieren
hijos nuestros y de los amigos
sobrinos nuestros y de los amigos
nietos nuestros y de los amigos
continuarán llevando en sus certificaciones
de nacimiento nuestros apellidos
y en lo muy profundo de sus almas
algo de las cicatrices que ninguno descubre
porque no supuran a flor de piel
sino como procesión por dentro.
Ojo
aunque mucho nos reprochen
gracias a nosotros
no las arrastran como mal congénito.


*
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Página publicada em janeiro de 2026.


 

 

 
 
 
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